Planejamento
Como dimensionar máquinas para uma obra de saneamento
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Em obras de rede coletora e adutoras, a produtividade depende menos da potência da máquina e mais da compatibilidade entre profundidade de vala, tipo de solo e espaço disponível na via. Dimensionar a frota olhando apenas o porte do equipamento é o erro mais comum na fase de mobilização.
O primeiro dado a levantar é a profundidade média e máxima do projeto. Valas de até 4 metros são bem atendidas por retroescavadeiras, que oferecem mobilidade dentro do canteiro urbano e dispensam prancha para pequenos deslocamentos. Acima disso, o ganho de produtividade justifica escavadeira hidráulica.
O segundo é o tipo de solo. Solos coesivos exigem mais esforço de corte e reduzem o ciclo por hora; solos arenosos pedem escoramento imediato e alteram a sequência entre escavação, assentamento e reaterro. Essa sequência define quantas máquinas trabalham simultaneamente na mesma frente.
O terceiro é a logística de material. Cada metro de vala gera volume de bota-fora e demanda material de reaterro. Sem caminhões basculantes suficientes, a escavadeira fica parada esperando caçamba — e o custo de hora parada é o mesmo da hora produtiva.
Por último, defina o critério de compactação junto à fiscalização antes de escolher o rolo. Exigência de grau de compactação e espessura de camada determinam se o serviço pede rolo vibratório liso, pé de carneiro ou compactador de placa em trechos confinados.
